terça-feira, 7 de janeiro de 2025

CIDADÃO DE BEM

 

Oh, cidadão de bem, aonde você está
Estão destruindo nossas, famílias
Sai de seu comodismo e hora de se levanta
Reaja, sai do seu modo stanby
Porque nossa sociedade vai se aniquilar
 
Ouço todo dia mentiras e subjugação
Que dorme em berço esplêndido
É uma cambada de ladrão
Pessoas vivendo de migalhas
Saudando um rale da abacalhação
 
Se você é um trabalhador dessa nação
Tem sua mão calejadas da construção
Seu salário não paga o aluguel e alimentação
Não tem saúde de qualidade e lotação
E reflexo de um povo comprado pela ilusão
 
No mercado nem consigo entrar
Carne só para uma refeição
A famílias não consegue ter uma diversão
Mas pelas telas de led, só babação
Está tudo indo muito bem, que se dane o cidadão
 
Se o ônibus está cheio, não arrume confusão
Caiu a ponte, deu enchente, tem foto e publicação
Se sobrar alguma verba da divisão
Paga quintos para eles, essa e a proporção
Vão ficar satisfeito e votaram e nos na próxima eleição
 
Se o gás acabou, veja lá no cartão
Tem vale para tudo, nessa massa de enganação
Compra o que pode, tem novas contribuição
Quem trabalha carrega a carga
Quem não faz nada, ainda goza da nossa aflição
 
Cadê os homens de bens, que essa terra pariu
Será que não me avisaram, porque se sumiu
Quem consente se cala, aceita sem reclamar
Quando essa jangada estiver afundando
Não vai conseguir nadar
 
Está na hora de nos conscientizar
Mudar o que está acontecendo e parar de reclamar
Quem fecho os olhos para o desmando
Abra bem para a realidade enxergar
Pois você ajudo a produzir o monstro que está a te devorar.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

CAMPEIRO DE CORAÇÃO

 

Sou campeiro, sou da lida
Gaúcho deste chão sagrado
Nas minhas andanças campeiras
Nossa tradição tenho cultivado
 
Refrão:
Ô vida de campeiro
Ô sina do meu coração
No campo encontro meu lar
Na lida, minha paixão
 
Quando o sol desponta altivo
Pelas cumeeiras do galpão
Mais um dia se inicia
No meu amado rincão
 
O velho Junqueira se apronta
O leite para a peonada tirar
Já apojo os terneiros
As vacas da mangueira podem soltar
 
Cavalos já alimentados
Para jornada no campo ajuda
As vacas xucras fugiram
Tiveram que acerca derrubar
 
Talvez a noite nos, alcance
Com a tropa espalhada
A vizinhança nos alerta
Há reses na beira da estrada
 
Seguimos firmes nossa buscar
Até o rebanho reunir
Enquanto o bom Malaquias
As cercas e estroncas vai consertar
 
Não nos cansa a dura lida
Por mais árdua que ela seja
Amamos o que fazemos
Não fugimos da peleja
 
Refrão:
Ô vida de campeiro
Ô sina do meu coração
No campo encontro meu lar
Na lida, minha paixão
 

SUA INQUIETUDE

            Sua inquietude é percebida
Anda de um lado para o outro
Como se procurasse algo,
Alguma coisa perdida.
 
Vai e volta,
Como alguém que precisa de informação.
Corre, para, olha, se concentra,
Querendo tomar uma decisão.
 
De repente, some,
Do nada, volta à sua posição.
És um soldado em patrulha
Ou apenas está em observação?
 
Mas ouço cânticos,
Será que vêm de algum lugar?
Talvez seja um coral
Que canções estão a ensaiar.
 
Agora você desapareceu,
Qual realmente é o problema teu?
Preciso te avaliar,
Talvez não me deixe perto de você chegar.
 
 Ah, agora estou começando a entender!
Está impaciente com o que acaba de ver.
Seus sentimentos e instintos te consternaram,
Pois tem parceiros presos, isso lhe assustou.
 
Pois bem, quer saber
Sobre o que eu estou falando?
Um pássaro em cima do telhado
De um lado para o outro caminhando.
 
Ele percebeu que ali do lado
Tem pássaros em cativeiros.
É como se pedisse ajuda
Para salvar seus parceiros

BOIADEIRO FORTE


 

CANTIGOS DE NATAL


 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

EU SOU UM PASSARINHO

 

Eu, sou um passarinho,
Que não, consigo cantar
Sou solitário sem amigos,
Família, tão pouco irmão
Por muitos anos,
Me encontro,
Atirado nessa prisão.
 
Meus dias são nostálgicos,
Vazio, sem carinho nesse alçapão
Vejo pássaros que voam,
No infinito do céu a bailar
Aqui, eu apenas consigo,
De um lado, para outro pular.
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
 
Me alimento é ruim,
Não consigo me alimentar
Quem me mantem preso,
Insiste para me ver cantar
Mas esquece que eu,
Não tenho motivo, para me alegrar
 
Nascemos livre,
Pelo céu azul a voar
Nosso canto de alegria,
Todos querem nos escutar
Mas quando nos prende,
Nos tiram a liberdade e a vontade de cantar
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
 
Queria entender, o ser humano,
Essa obsessão
Manter um animal preso,
Nos mantendo na pura escravidão
São pessoas que não tem o amor,
Nem, Deus no coração
 
Se, os prendesse, lhes jogassem,
No fundo de uma prisão
Estariam desesperados,
Pedindo ajuda, pela sua libertação
Mas nos mantem em cativeiro,
Por pura diversão
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
 
Quando pensar em prender, um animal,
Consulte o seu coração
Creio que não gostaria, de ver alguém,
Da sua família, em uma prisão
Seja mais humano, tenha compaixão,
Nos liberte, imploramos por perdão.
 
Deus deu a todos a liberdade,
O poder de viver em comunhão
Humanos e animais, aqui na terra,
Cada um, vivendo sua vocação
Por que tanta maldade,
Parecem que, não tem sentimento e nem coração.  
 
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

No Sertão da Esperança

 

No sertão vasto e profundo,
Onde o sol beija a terra,
A simplicidade é o mundo,
E a vida canta sua guerra.

Canta o galo ao alvorecer,
Despertando a manhã dourada,
No campo, o aroma do café,
E a roça verde, abençoada.

As mãos calejadas do lavrador,
Semeiam sonhos no solo agreste,
Na lida, encontra seu valor,
Sob o céu que nunca se veste.

As festas de São João iluminam,
Com fogueiras e balões coloridos,
Onde as quadrilhas animam,
E os corações batem unidos.

O rio que serpenteia tranquilo,
Refresca as tardes de calor,
As crianças brincam com sorriso,
Na água fresca, um redentor.

A lua cheia clareia a noite,
Num céu estrelado e divino,
Sussurra segredos ao vento,
No sertão, o mundo é menino.

Os causos contados à beira da fogueira,
Revivem lendas e tradições,
E a viola, que nunca é estrangeira,
Acompanha as doces canções.

A amizade é o maior tesouro,
Na mesa, há sempre lugar,
No sertão, a vida é ouro,
E o amor nunca há de faltar.

Assim é o mundo sertanejo,
Feito de luta, fé e paixão,
Onde a esperança é um festejo,
E o coração bate na palma da mão.

Guardião da Terra: O Técnico Agrícola

 

Nos campos onde o sol desperta, ele labuta,
O Técnico Agrícola, com saber e paixão.
Transforma o solo em promessa absoluta,
E nutre vidas com sua dedicação.

Com mãos que entendem o murmúrio da terra,
Ele planeja, planta e faz crescer.
Nas sementes lançadas, o futuro espera,
Um ciclo de vida que não pode perecer.

Ele lê o tempo e a estação com precisão,
E cuida das águas que sustentam a criação.
Sua ciência é ponte entre a terra e o pão,
Promove a harmonia de uma complexa equação.

Em seu ofício, há mais do que cultivo,
Há um compromisso com a humanidade.
Ele é o bastião do equilíbrio sensitivo,
Que garante a todos nós prosperidade.

O Técnico Agrícola, herói do cotidiano,
Transforma o mundo com seu árduo labor.
Por trás de cada refeição, está seu plano,
Um tributo à terra, ao futuro e ao amor.

O Ser Humano de Hoje

 

Em meio a telas que brilham, nos perdemos,
Entre toques silenciosos e olhares dispersos,
O tempo nos escapa, enquanto corremos,
Num mundo veloz, de sonhos adversos.

As cidades pulsam, concreto e aço,
E a natureza, ao longe, clama por atenção,
Somos máquinas, num incansável compasso,
Mas dentro, o peito busca conexão.

A tecnologia une e separa em instantes,
Um paradoxo de proximidade e solidão,
Nos feeds de vida, somos navegantes,
Mas em quantas almas tocamos o coração?

O desejo de ser visto, ouvido, sentido,
Nos move em selfies de sorrisos forçados,
Mas quem somos nós, de verdade, e oprimido,
Está o ser que teme ser desvendado.

Nas esquinas do mundo, a humanidade persiste,
Com gestos de afeto, de amor e de paz,
Ainda há tempo para que a essência resista,
E que a chama do ser, mais forte, refaz.

Que possamos pausar, respirar com calma,
Valorizar o toque, o olhar, a presença,
Redescobrir a beleza que emana da alma,
E encontrar no outro, a nossa essência.

OS AVÓS

 

Os avós são alicerces, raízes profundas,

Que nutrem a família com amor que nunca finda.

São histórias contadas, mãos que afagam a alma,

Conselhos sábios que acalmam qualquer drama.

 

Seus olhos brilham com a luz da experiência,

Rostos marcados pelo tempo, pura essência.

Abraçam-nos com ternura, um abraço acolhedor,

Nos protegem do frio com um calor sem igual, protetor.

 

Avós, são a memória viva da família,

Um elo entre gerações, uma ponte que perdura e auxilia.

Guardam em si a história de um tempo distante,

Compartilham conosco, um presente constante.

 

Em seus passos lentos, a sabedoria caminha,

 Em seus sorrisos doces, a vida se ilumina.

Avós, são anjos que nos guiam pela estrada,

Um amor incondicional, uma bênção sagrada.

Sou alma de campo

  Sou alma de campo, De farrapos Que tombaram neste chão. Cavalgo na imensidão desse pago, Ouço o tinido de espada, No confronto das ...