No sertão vasto e
profundo,
Onde o sol beija a terra,
A simplicidade é o mundo,
E a vida canta sua guerra.
Canta o galo ao
alvorecer,
Despertando a manhã dourada,
No campo, o aroma do café,
E a roça verde, abençoada.
As mãos calejadas do
lavrador,
Semeiam sonhos no solo agreste,
Na lida, encontra seu valor,
Sob o céu que nunca se veste.
As festas de São João
iluminam,
Com fogueiras e balões coloridos,
Onde as quadrilhas animam,
E os corações batem unidos.
O rio que serpenteia
tranquilo,
Refresca as tardes de calor,
As crianças brincam com sorriso,
Na água fresca, um redentor.
A lua cheia clareia a
noite,
Num céu estrelado e divino,
Sussurra segredos ao vento,
No sertão, o mundo é menino.
Os causos contados à
beira da fogueira,
Revivem lendas e tradições,
E a viola, que nunca é estrangeira,
Acompanha as doces canções.
A amizade é o maior
tesouro,
Na mesa, há sempre lugar,
No sertão, a vida é ouro,
E o amor nunca há de faltar.
Assim é o mundo
sertanejo,
Feito de luta, fé e paixão,
Onde a esperança é um festejo,
E o coração bate na palma da mão.
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