Em meio a telas que brilham, nos perdemos,
Entre toques silenciosos e olhares dispersos,
O tempo nos escapa, enquanto corremos,
Num mundo veloz, de sonhos adversos.
As cidades pulsam, concreto e aço,
E a natureza, ao longe, clama por atenção,
Somos máquinas, num incansável compasso,
Mas dentro, o peito busca conexão.
A tecnologia une e separa em instantes,
Um paradoxo de proximidade e solidão,
Nos feeds de vida, somos navegantes,
Mas em quantas almas tocamos o coração?
O desejo de ser visto, ouvido, sentido,
Nos move em selfies de sorrisos forçados,
Mas quem somos nós, de verdade, e oprimido,
Está o ser que teme ser desvendado.
Nas esquinas do mundo, a humanidade persiste,
Com gestos de afeto, de amor e de paz,
Ainda há tempo para que a essência resista,
E que a chama do ser, mais forte, refaz.
Que possamos pausar, respirar com calma,
Valorizar o toque, o olhar, a presença,
Redescobrir a beleza que emana da alma,
E encontrar no outro, a nossa essência.
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