terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Sou alma de campo

 

Sou alma de campo,
De farrapos

Que tombaram neste chão.
Cavalgo na imensidão desse pago,
Ouço o tinido de espada,

No confronto das tropas,
Sempre avante,

Peleando na escuridão.

 

Ando pelos rincões,

Á procura
De combatentes que tombaram
Com armas na mão.
Ouço gritos

de sentinelas, a avisar
Que os imperialistas

Estão prestes a chegar.

 

Fomos resistentes,

Com tropas em formação
Lanças, escopetas

E espadas contra os canhão.
Enfrentamos cada soldado em combate,
Deixando marcas

De sangue neste chão.

 

Éramos farrapos,

sem uniforme para vestir;
Por nossos direitos

Viemos pelear.
O nosso pago foi palco de confrontos;
Foram dez anos de luta

Sem recuar.

A valentia do gaúcho

Pudemos mostrar.

 

Enquanto as noites

Cobrirem nossos campos

Com pastos
E cavalos

Nossa tradição representar,
Eternizado, o espírito dos farrapos
Cavalgarão pelas invernadas.
Por justiça a procurar

quarta-feira, 23 de julho de 2025

APAGUE AS LUZES

 

Tem vejo em meus pensamentos

Todos os momentos que a gente viveu

Eu curtia tudo em você, me enchia de prazer

Meu corpo era todo seu

 

Nossa cama era um mar de prazer

Me fazia enlouquecer

Era só você e eu, você e eu

 

Hoje a gente já não se encontra mais

Aquele sabor de beijo gostoso

E o suor do seu corpo com aroma de amor

Já não fica em meus lenções

 

Esse desejo acabou, tudo passou

Ficou a saudade em meus dias a sós

Apague as luzes pois assim será melhor

A SAUDADE TRÁS

 

A Saudade trás,...

Muitas recordações..

Traz uma ansiedade,

Do amor que foi,

E não mais voltou

 

A saudade trás, ...

Consigo gosto de solidão,

Ela também nos faz,

Relembrar de uma velha paixão

 

A saudade trás,....

Uma nostalgia e frustação,

De não ter falado, a você.

Coisas do coração!

 

A saudade trás......

O que estava esquecido,

Revivo momentos.

Que foram vividos!

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

SEU OLHAR DE PRENDA JEITOSA

 

Minha vaneira, canção de amor
Nos braços da guria, sinto o seu sabor
Dançando junto ao seu corpo
Com um jasmim cheio de flor
 
Seu olhar de prenda jeitosa
Canção que fala de amor
Dançando no mesmo compasso
Sou um peão sonhador
 
Quando lhe tenho em meus braços
Esse momento é bem diferente
Esqueço da dureza da vida
Não temos perigo que vem pela frente
 
Somos como um só
Entreverado nessa povadeira
Dançando firme no compasso
Só seguindo o som da nossa vaneira
 
Quando o baile chega ao fim
Na despedida de abraço com carinho
Seguimos o nosso destino
Juntos pelo mesmo caminho.

NO LIVRO DO NOSSO SER

Hoje é um novo dia
dia de alegria e celebração
os pássaros cantam
em perfeita afinação
nosso olhos se encantam
com o floresce de uma estação

flores, sorrisos, amores
versos, sonhos, canção
sol, orvalho, beleza
são frutos de inspiração
no revoar de nossa mente
bate no fundo do coração

oh, com é belo o dia
encanta com seu amanhecer
seja a beleza em paisagem
que vejo no meu viver
contigo conto e historias
que se escrever
no livro do nosso ser.


CIDADÃO DE BEM

 

Oh, cidadão de bem, aonde você está
Estão destruindo nossas, famílias
Sai de seu comodismo e hora de se levanta
Reaja, sai do seu modo stanby
Porque nossa sociedade vai se aniquilar
 
Ouço todo dia mentiras e subjugação
Que dorme em berço esplêndido
É uma cambada de ladrão
Pessoas vivendo de migalhas
Saudando um rale da abacalhação
 
Se você é um trabalhador dessa nação
Tem sua mão calejadas da construção
Seu salário não paga o aluguel e alimentação
Não tem saúde de qualidade e lotação
E reflexo de um povo comprado pela ilusão
 
No mercado nem consigo entrar
Carne só para uma refeição
A famílias não consegue ter uma diversão
Mas pelas telas de led, só babação
Está tudo indo muito bem, que se dane o cidadão
 
Se o ônibus está cheio, não arrume confusão
Caiu a ponte, deu enchente, tem foto e publicação
Se sobrar alguma verba da divisão
Paga quintos para eles, essa e a proporção
Vão ficar satisfeito e votaram e nos na próxima eleição
 
Se o gás acabou, veja lá no cartão
Tem vale para tudo, nessa massa de enganação
Compra o que pode, tem novas contribuição
Quem trabalha carrega a carga
Quem não faz nada, ainda goza da nossa aflição
 
Cadê os homens de bens, que essa terra pariu
Será que não me avisaram, porque se sumiu
Quem consente se cala, aceita sem reclamar
Quando essa jangada estiver afundando
Não vai conseguir nadar
 
Está na hora de nos conscientizar
Mudar o que está acontecendo e parar de reclamar
Quem fecho os olhos para o desmando
Abra bem para a realidade enxergar
Pois você ajudo a produzir o monstro que está a te devorar.

Sou alma de campo

  Sou alma de campo, De farrapos Que tombaram neste chão. Cavalgo na imensidão desse pago, Ouço o tinido de espada, No confronto das ...