Sou alma de campo,
De farrapos
Que tombaram neste chão.
Cavalgo na imensidão desse pago,
Ouço o tinido de espada,
No confronto das tropas,
Sempre avante,
Peleando na escuridão.
Ando pelos rincões,
Á procura
De combatentes que tombaram
Com armas na mão.
Ouço gritos
de sentinelas, a avisar
Que os imperialistas
Estão prestes a chegar.
Fomos resistentes,
Com tropas em formação
Lanças, escopetas
E espadas contra os canhão.
Enfrentamos cada soldado em combate,
Deixando marcas
De sangue neste chão.
Éramos farrapos,
sem uniforme para vestir;
Por nossos direitos
Viemos pelear.
O nosso pago foi palco de confrontos;
Foram dez anos de luta
Sem recuar.
A valentia do gaúcho
Pudemos mostrar.
Enquanto as noites
Cobrirem nossos campos
Com pastos
E cavalos
Nossa tradição representar,
Eternizado, o espírito dos farrapos
Cavalgarão pelas invernadas.
Por justiça a procurar