terça-feira, 16 de dezembro de 2025

Sou alma de campo

 

Sou alma de campo,
De farrapos

Que tombaram neste chão.
Cavalgo na imensidão desse pago,
Ouço o tinido de espada,

No confronto das tropas,
Sempre avante,

Peleando na escuridão.

 

Ando pelos rincões,

Á procura
De combatentes que tombaram
Com armas na mão.
Ouço gritos

de sentinelas, a avisar
Que os imperialistas

Estão prestes a chegar.

 

Fomos resistentes,

Com tropas em formação
Lanças, escopetas

E espadas contra os canhão.
Enfrentamos cada soldado em combate,
Deixando marcas

De sangue neste chão.

 

Éramos farrapos,

sem uniforme para vestir;
Por nossos direitos

Viemos pelear.
O nosso pago foi palco de confrontos;
Foram dez anos de luta

Sem recuar.

A valentia do gaúcho

Pudemos mostrar.

 

Enquanto as noites

Cobrirem nossos campos

Com pastos
E cavalos

Nossa tradição representar,
Eternizado, o espírito dos farrapos
Cavalgarão pelas invernadas.
Por justiça a procurar

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