segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

EU SOU UM PASSARINHO

 

Eu, sou um passarinho,
Que não, consigo cantar
Sou solitário sem amigos,
Família, tão pouco irmão
Por muitos anos,
Me encontro,
Atirado nessa prisão.
 
Meus dias são nostálgicos,
Vazio, sem carinho nesse alçapão
Vejo pássaros que voam,
No infinito do céu a bailar
Aqui, eu apenas consigo,
De um lado, para outro pular.
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
 
Me alimento é ruim,
Não consigo me alimentar
Quem me mantem preso,
Insiste para me ver cantar
Mas esquece que eu,
Não tenho motivo, para me alegrar
 
Nascemos livre,
Pelo céu azul a voar
Nosso canto de alegria,
Todos querem nos escutar
Mas quando nos prende,
Nos tiram a liberdade e a vontade de cantar
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
 
Queria entender, o ser humano,
Essa obsessão
Manter um animal preso,
Nos mantendo na pura escravidão
São pessoas que não tem o amor,
Nem, Deus no coração
 
Se, os prendesse, lhes jogassem,
No fundo de uma prisão
Estariam desesperados,
Pedindo ajuda, pela sua libertação
Mas nos mantem em cativeiro,
Por pura diversão
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
 
Quando pensar em prender, um animal,
Consulte o seu coração
Creio que não gostaria, de ver alguém,
Da sua família, em uma prisão
Seja mais humano, tenha compaixão,
Nos liberte, imploramos por perdão.
 
Deus deu a todos a liberdade,
O poder de viver em comunhão
Humanos e animais, aqui na terra,
Cada um, vivendo sua vocação
Por que tanta maldade,
Parecem que, não tem sentimento e nem coração.  
 
 
Os pássaros têm vida,
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
 
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

No Sertão da Esperança

 

No sertão vasto e profundo,
Onde o sol beija a terra,
A simplicidade é o mundo,
E a vida canta sua guerra.

Canta o galo ao alvorecer,
Despertando a manhã dourada,
No campo, o aroma do café,
E a roça verde, abençoada.

As mãos calejadas do lavrador,
Semeiam sonhos no solo agreste,
Na lida, encontra seu valor,
Sob o céu que nunca se veste.

As festas de São João iluminam,
Com fogueiras e balões coloridos,
Onde as quadrilhas animam,
E os corações batem unidos.

O rio que serpenteia tranquilo,
Refresca as tardes de calor,
As crianças brincam com sorriso,
Na água fresca, um redentor.

A lua cheia clareia a noite,
Num céu estrelado e divino,
Sussurra segredos ao vento,
No sertão, o mundo é menino.

Os causos contados à beira da fogueira,
Revivem lendas e tradições,
E a viola, que nunca é estrangeira,
Acompanha as doces canções.

A amizade é o maior tesouro,
Na mesa, há sempre lugar,
No sertão, a vida é ouro,
E o amor nunca há de faltar.

Assim é o mundo sertanejo,
Feito de luta, fé e paixão,
Onde a esperança é um festejo,
E o coração bate na palma da mão.

Guardião da Terra: O Técnico Agrícola

 

Nos campos onde o sol desperta, ele labuta,
O Técnico Agrícola, com saber e paixão.
Transforma o solo em promessa absoluta,
E nutre vidas com sua dedicação.

Com mãos que entendem o murmúrio da terra,
Ele planeja, planta e faz crescer.
Nas sementes lançadas, o futuro espera,
Um ciclo de vida que não pode perecer.

Ele lê o tempo e a estação com precisão,
E cuida das águas que sustentam a criação.
Sua ciência é ponte entre a terra e o pão,
Promove a harmonia de uma complexa equação.

Em seu ofício, há mais do que cultivo,
Há um compromisso com a humanidade.
Ele é o bastião do equilíbrio sensitivo,
Que garante a todos nós prosperidade.

O Técnico Agrícola, herói do cotidiano,
Transforma o mundo com seu árduo labor.
Por trás de cada refeição, está seu plano,
Um tributo à terra, ao futuro e ao amor.

O Ser Humano de Hoje

 

Em meio a telas que brilham, nos perdemos,
Entre toques silenciosos e olhares dispersos,
O tempo nos escapa, enquanto corremos,
Num mundo veloz, de sonhos adversos.

As cidades pulsam, concreto e aço,
E a natureza, ao longe, clama por atenção,
Somos máquinas, num incansável compasso,
Mas dentro, o peito busca conexão.

A tecnologia une e separa em instantes,
Um paradoxo de proximidade e solidão,
Nos feeds de vida, somos navegantes,
Mas em quantas almas tocamos o coração?

O desejo de ser visto, ouvido, sentido,
Nos move em selfies de sorrisos forçados,
Mas quem somos nós, de verdade, e oprimido,
Está o ser que teme ser desvendado.

Nas esquinas do mundo, a humanidade persiste,
Com gestos de afeto, de amor e de paz,
Ainda há tempo para que a essência resista,
E que a chama do ser, mais forte, refaz.

Que possamos pausar, respirar com calma,
Valorizar o toque, o olhar, a presença,
Redescobrir a beleza que emana da alma,
E encontrar no outro, a nossa essência.

OS AVÓS

 

Os avós são alicerces, raízes profundas,

Que nutrem a família com amor que nunca finda.

São histórias contadas, mãos que afagam a alma,

Conselhos sábios que acalmam qualquer drama.

 

Seus olhos brilham com a luz da experiência,

Rostos marcados pelo tempo, pura essência.

Abraçam-nos com ternura, um abraço acolhedor,

Nos protegem do frio com um calor sem igual, protetor.

 

Avós, são a memória viva da família,

Um elo entre gerações, uma ponte que perdura e auxilia.

Guardam em si a história de um tempo distante,

Compartilham conosco, um presente constante.

 

Em seus passos lentos, a sabedoria caminha,

 Em seus sorrisos doces, a vida se ilumina.

Avós, são anjos que nos guiam pela estrada,

Um amor incondicional, uma bênção sagrada.

No sideral véu

 

No sideral véu

Um manto escuro e denso

Trilhões de sóis, um brilho intenso.

Galáxias em dança, espiral sem fim,

Nebulosas pintadas, um quadro sem igual, assim.

 

Poeira cósmica, berço de estrelas a nascer,

Cometas errantes, rastros a escrever.

Planetas distantes, mundos a explorar,

Segredos guardados, mistérios a desvendar.

No silêncio profundo, a expansão sem fim,

O Universo respira, um hino sem som, sem rim.

Quasares distantes, energia a jorrar,

Buracos negros, a tudo devorar.

 

A Via Láctea, nosso lar celestial,

Um ponto brilhante, nesse cenário colossal.

A Terra pequenina, um grão de areia a flutuar,

Nesse oceano cósmico, a nos inspirar.

Olhamos para o céu, com sonhos a pairar,

 Na imensidão do cosmos, a nos perguntar:

 Qual o nosso lugar, nessa dança estelar?

No sideral mistério, a verdade a procurar.

Harmonia da Natureza

No abraço sereno da floresta antiga,
Canta o vento suave seu eterno refrão,
Entre as folhas dançam raios de ouro,
Tecendo sombras num manto de ilusão.

O rio murmura segredos ao chão,
Com suas águas claras, um espelho cristalino,
Onde peixes brincam, num bailado sutil,
Formando ondas de um destino aquilino.

As flores desabrocham em cores vibrantes,
Pintando a terra com suas paletas vivas,
Perfumes doces enchem o ar tranquilo,
Convite ao sonho, às almas altivas.

No alto, o céu é um vasto oceano,
Onde nuvens navegam sem direção,
Aves desenham trajetos de esperança,
Com suas asas leves em pura ascensão.

A natureza, sábia em sua sinfonia,
Une a terra, o céu e o mar,
Num ciclo eterno de vida e harmonia,
Que ao coração humano vem despertar.

Escuta, então, seu chamado suave,
Aprende com ela a simplicidade,
Pois no silêncio do mundo selvagem
Reside a essência da felicidade.


Sou alma de campo

  Sou alma de campo, De farrapos Que tombaram neste chão. Cavalgo na imensidão desse pago, Ouço o tinido de espada, No confronto das ...