sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
A IMAGEM NO MEU CELULAR
terça-feira, 7 de janeiro de 2025
SEU OLHAR DE PRENDA JEITOSA
Nos braços da guria, sinto o seu sabor
Dançando junto ao seu corpo
Com um jasmim cheio de flor
Canção que fala de amor
Dançando no mesmo compasso
Sou um peão sonhador
Esse momento é bem diferente
Esqueço da dureza da vida
Não temos perigo que vem pela frente
Entreverado nessa povadeira
Dançando firme no compasso
Só seguindo o som da nossa vaneira
Na despedida de abraço com carinho
Seguimos o nosso destino
Juntos pelo mesmo caminho.
NO LIVRO DO NOSSO SER
dia de alegria e celebração
os pássaros cantam
em perfeita afinação
nosso olhos se encantam
com o floresce de uma estação
CIDADÃO DE BEM
Estão destruindo nossas, famílias
Sai de seu comodismo e hora de se levanta
Reaja, sai do seu modo stanby
Porque nossa sociedade vai se aniquilar
Ouço todo dia mentiras e subjugação
Que dorme em berço esplêndido
É uma cambada de ladrão
Pessoas vivendo de migalhas
Saudando um rale da abacalhação
Tem sua mão calejadas da construção
Seu salário não paga o aluguel e alimentação
Não tem saúde de qualidade e lotação
E reflexo de um povo comprado pela ilusão
Carne só para uma refeição
A famílias não consegue ter uma diversão
Mas pelas telas de led, só babação
Está tudo indo muito bem, que se dane o cidadão
Caiu a ponte, deu enchente, tem foto e publicação
Se sobrar alguma verba da divisão
Paga quintos para eles, essa e a proporção
Vão ficar satisfeito e votaram e nos na próxima eleição
Tem vale para tudo, nessa massa de enganação
Compra o que pode, tem novas contribuição
Quem trabalha carrega a carga
Quem não faz nada, ainda goza da nossa aflição
Será que não me avisaram, porque se sumiu
Quem consente se cala, aceita sem reclamar
Quando essa jangada estiver afundando
Não vai conseguir nadar
Mudar o que está acontecendo e parar de reclamar
Quem fecho os olhos para o desmando
Abra bem para a realidade enxergar
Pois você ajudo a produzir o monstro que está a te devorar.
terça-feira, 17 de dezembro de 2024
CAMPEIRO DE CORAÇÃO
Gaúcho deste chão sagrado
Nas minhas andanças campeiras
Nossa tradição tenho cultivado
Ô vida de campeiro
Ô sina do meu coração
No campo encontro meu lar
Na lida, minha paixão
Pelas cumeeiras do galpão
Mais um dia se inicia
No meu amado rincão
O leite para a peonada tirar
Já apojo os terneiros
As vacas da mangueira podem soltar
Para jornada no campo ajuda
As vacas xucras fugiram
Tiveram que acerca derrubar
Com a tropa espalhada
A vizinhança nos alerta
Há reses na beira da estrada
Até o rebanho reunir
Enquanto o bom Malaquias
As cercas e estroncas vai consertar
Por mais árdua que ela seja
Amamos o que fazemos
Não fugimos da peleja
Ô vida de campeiro
Ô sina do meu coração
No campo encontro meu lar
Na lida, minha paixão
SUA INQUIETUDE
Anda de um lado para o outro
Como se procurasse algo,
Alguma coisa perdida.
Como alguém que precisa de informação.
Corre, para, olha, se concentra,
Querendo tomar uma decisão.
Do nada, volta à sua posição.
És um soldado em patrulha
Ou apenas está em observação?
Será que vêm de algum lugar?
Talvez seja um coral
Que canções estão a ensaiar.
Qual realmente é o problema teu?
Preciso te avaliar,
Talvez não me deixe perto de você chegar.
Está impaciente com o que acaba de ver.
Seus sentimentos e instintos te consternaram,
Pois tem parceiros presos, isso lhe assustou.
Sobre o que eu estou falando?
Um pássaro em cima do telhado
De um lado para o outro caminhando.
Tem pássaros em cativeiros.
É como se pedisse ajuda
BOIADEIRO FORTE
CANTIGOS DE NATAL
segunda-feira, 9 de dezembro de 2024
EU SOU UM PASSARINHO
Que não, consigo cantar
Sou solitário sem amigos,
Família, tão pouco irmão
Por muitos anos,
Me encontro,
Atirado nessa prisão.
Vazio, sem carinho nesse alçapão
Vejo pássaros que voam,
No infinito do céu a bailar
Aqui, eu apenas consigo,
De um lado, para outro pular.
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
Não consigo me alimentar
Quem me mantem preso,
Insiste para me ver cantar
Mas esquece que eu,
Não tenho motivo, para me alegrar
Pelo céu azul a voar
Nosso canto de alegria,
Todos querem nos escutar
Mas quando nos prende,
Nos tiram a liberdade e a vontade de cantar
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
Essa obsessão
Manter um animal preso,
Nos mantendo na pura escravidão
São pessoas que não tem o amor,
Nem, Deus no coração
No fundo de uma prisão
Estariam desesperados,
Pedindo ajuda, pela sua libertação
Mas nos mantem em cativeiro,
Por pura diversão
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
Consulte o seu coração
Creio que não gostaria, de ver alguém,
Da sua família, em uma prisão
Seja mais humano, tenha compaixão,
Nos liberte, imploramos por perdão.
O poder de viver em comunhão
Humanos e animais, aqui na terra,
Cada um, vivendo sua vocação
Por que tanta maldade,
Parecem que, não tem sentimento e nem coração.
São livres, para voar
Tem família, tem um ninho,
Tem, o seu lar
Abra a porta dessa prisão.
Não cometeram nem um crime,
Abra a porta, dessa prisão.
terça-feira, 19 de novembro de 2024
No Sertão da Esperança
No sertão vasto e
profundo,
Onde o sol beija a terra,
A simplicidade é o mundo,
E a vida canta sua guerra.
Canta o galo ao
alvorecer,
Despertando a manhã dourada,
No campo, o aroma do café,
E a roça verde, abençoada.
As mãos calejadas do
lavrador,
Semeiam sonhos no solo agreste,
Na lida, encontra seu valor,
Sob o céu que nunca se veste.
As festas de São João
iluminam,
Com fogueiras e balões coloridos,
Onde as quadrilhas animam,
E os corações batem unidos.
O rio que serpenteia
tranquilo,
Refresca as tardes de calor,
As crianças brincam com sorriso,
Na água fresca, um redentor.
A lua cheia clareia a
noite,
Num céu estrelado e divino,
Sussurra segredos ao vento,
No sertão, o mundo é menino.
Os causos contados à
beira da fogueira,
Revivem lendas e tradições,
E a viola, que nunca é estrangeira,
Acompanha as doces canções.
A amizade é o maior
tesouro,
Na mesa, há sempre lugar,
No sertão, a vida é ouro,
E o amor nunca há de faltar.
Assim é o mundo
sertanejo,
Feito de luta, fé e paixão,
Onde a esperança é um festejo,
E o coração bate na palma da mão.
Sou alma de campo
Sou alma de campo, De farrapos Que tombaram neste chão. Cavalgo na imensidão desse pago, Ouço o tinido de espada, No confronto das ...