No abraço sereno da
floresta antiga,
Canta o vento suave seu eterno refrão,
Entre as folhas dançam raios de ouro,
Tecendo sombras num manto de ilusão.
O rio murmura
segredos ao chão,
Com suas águas claras, um espelho cristalino,
Onde peixes brincam, num bailado sutil,
Formando ondas de um destino aquilino.
As flores desabrocham
em cores vibrantes,
Pintando a terra com suas paletas vivas,
Perfumes doces enchem o ar tranquilo,
Convite ao sonho, às almas altivas.
No alto, o céu é um
vasto oceano,
Onde nuvens navegam sem direção,
Aves desenham trajetos de esperança,
Com suas asas leves em pura ascensão.
A natureza, sábia em
sua sinfonia,
Une a terra, o céu e o mar,
Num ciclo eterno de vida e harmonia,
Que ao coração humano vem despertar.
Escuta, então, seu
chamado suave,
Aprende com ela a simplicidade,
Pois no silêncio do mundo selvagem
Reside a essência da felicidade.